domingo, 11 de outubro de 2009

Mitologia e Religião

MItologia e Religião

Como vimos uma das marcas distintivas da diferença entre os homens e os animais é o poder de criação simbólica dos primeiros. Os antropólogos nas suas pesquisas consideram este fator para identificar as origens dos seres humanos, isto é, a busca por elementos simbólicos como a utilização de objetos com significados que vão além do aspecto utilitário. Alguns consideram os rituais funerários os primeiros vestígios de criações puramente simbólicas, portanto, humanas. Mas, de onde vêm essa idéia de enterrar os mortos? O que podemos ter certeza é que junto com a idéia de enterrar os mortos, nasce a idéia de religião. Podemos dizer que a religião é a atividade cultural mais antiga e que existe em todas as culturas. Por quê?
Porque descobrimos que somos humanos quando temos a experiência de que somos conscientes das coisas, dos outros e de nós mesmos. Se a consciência é a descoberta de nossa humanidade, se a descobrimos porque nos diferenciamos dos outros seres da natureza, graças a linguagem e ao trabalho, podemos atribuir ao fato de sermos dotados de consciência a condição e a causa primordial do surgimento da religiosidade.
De fato, desde muito cedo os seres humanos percebem regularidades na natureza e sabem que não são a causa delas, percebem que há na natureza coisas boas e ameaçadoras e reconhecem também que não são os criadores delas. A percepção da realidade exterior como algo independente da ação humana nos conduz à crença em poderes superiores ao humano e à busca de meios para nos comunicarmos com eles. Nasce, assim, a crença na(s) divindade(s).
No século XIX, o filósofo alemão Feuerbach causou grande escândalo ao escrever que não foi Deus que criou o homem, foram os homens que criaram Deus.
A crença numa vida futura explica porque uma das primeiras manifestações religiosas em todas as culturas são os rituais fúnebres, o cuidado com os mortos que, asseguram sua entrada na vida futura, e a busca de meios para comunicar-se com eles. A crença em divindades e numa outra vida após a morte define o núcleo da religiosidade.
As religiões narram as origem dos deuses e, pela ação dessas divindades, a origem das coisas, das plantas dos animais e dos seres humanos. A narrativa sagrada é a história sagrada, que os gregos chamavam de mito. Este não é uma fabulação ilusória, uma fantasia sem consciência, mas a maneira pela qual uma sociedade narra a si mesma o seu começo e o de toda a realidade.

OFICINA DE LEITURA: A CONSTRUÇÃO DO ARGUMENTO (I)
→ Ideia Principal (Tese, Conclusão)
→ Premissas
O autor de qualquer texto ou discurso tem sempre uma ideia que ele quer defender ou nos passar. Essa ideia pode ser chamada de Tese, Conclusão, ou ainda, Ideia Principal.
Para a defesa de suas ideias o autor delas precisa de Argumentos. Cada argumento é também chamado de Premissas. Portanto, o conjunto de premissas é que formam a argumentação de um texto ou discurso. Observe a seguinte argumentação:
Sócrates é homem (premissa 1)
O homem é mortal (premissa 2)
Logo, Sócrates é mortal (Ideia principal, tese ou conclusão)
Em filosofia, o estudo da construção do argumento é conhecido como Lógica e foi organizado pela primeira vez por Aristóteles. Como vimos acima, o conjunto das premissas (argumentação) levou-nos a uma conclusão lógica.

ATIVIDADES: Identifique nos textos abaixo a Ideia principal e as Premissas:
01. “É lógico que o time A é o melhor do atual campeonato, uma vez que tal time tem o melhor ataque, a defesa menos vazada e o maior número de pontos ganhos”.
Premissa 1:
Premissa 2:
Premissa 3:
Ideia principal:
02. “O ônibus da escola deverá chegar atrasado amanhã porque a meteorologia prevê muitas chuvas para amanhã cedo e sempre que chove muito, o ônibus chega atrasado.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Ideia Principal:
03. “O café não é um produto importado; portanto, não deveria ser caro, uma vez que todos os produtos importados é que são caros.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Ideia principal:
04. “Como nenhum réptil voa e as serpentes são répteis, as serpentes não voam.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Conclusão:
05. “Podemos garantir que todo A é B, pois todo A é X e todo X é B.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Conclusão:
06. “Nenhum afaneu é zaragó e todo chumpitaz é afaneu; logo, nenhum chumpitaz é zaragó.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Tese:
07. “Como todos os urubus são mamíferos e todos os mamíferos são aves, concluímos que todos os urubus são aves.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Tese:
08. No texto “Religião e Mitologia” o autor chega à conclusão de que o que define o núcleo da religiosidade é a crença numa vida após a morte e a crença em divindades. Qual é a argumentação ou as premissas do autor para poder fazer essa afirmação? Organize as premissas como nos exercícios acima.

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