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domingo, 11 de outubro de 2009

Mitologia e Religião

MItologia e Religião

Como vimos uma das marcas distintivas da diferença entre os homens e os animais é o poder de criação simbólica dos primeiros. Os antropólogos nas suas pesquisas consideram este fator para identificar as origens dos seres humanos, isto é, a busca por elementos simbólicos como a utilização de objetos com significados que vão além do aspecto utilitário. Alguns consideram os rituais funerários os primeiros vestígios de criações puramente simbólicas, portanto, humanas. Mas, de onde vêm essa idéia de enterrar os mortos? O que podemos ter certeza é que junto com a idéia de enterrar os mortos, nasce a idéia de religião. Podemos dizer que a religião é a atividade cultural mais antiga e que existe em todas as culturas. Por quê?
Porque descobrimos que somos humanos quando temos a experiência de que somos conscientes das coisas, dos outros e de nós mesmos. Se a consciência é a descoberta de nossa humanidade, se a descobrimos porque nos diferenciamos dos outros seres da natureza, graças a linguagem e ao trabalho, podemos atribuir ao fato de sermos dotados de consciência a condição e a causa primordial do surgimento da religiosidade.
De fato, desde muito cedo os seres humanos percebem regularidades na natureza e sabem que não são a causa delas, percebem que há na natureza coisas boas e ameaçadoras e reconhecem também que não são os criadores delas. A percepção da realidade exterior como algo independente da ação humana nos conduz à crença em poderes superiores ao humano e à busca de meios para nos comunicarmos com eles. Nasce, assim, a crença na(s) divindade(s).
No século XIX, o filósofo alemão Feuerbach causou grande escândalo ao escrever que não foi Deus que criou o homem, foram os homens que criaram Deus.
A crença numa vida futura explica porque uma das primeiras manifestações religiosas em todas as culturas são os rituais fúnebres, o cuidado com os mortos que, asseguram sua entrada na vida futura, e a busca de meios para comunicar-se com eles. A crença em divindades e numa outra vida após a morte define o núcleo da religiosidade.
As religiões narram as origem dos deuses e, pela ação dessas divindades, a origem das coisas, das plantas dos animais e dos seres humanos. A narrativa sagrada é a história sagrada, que os gregos chamavam de mito. Este não é uma fabulação ilusória, uma fantasia sem consciência, mas a maneira pela qual uma sociedade narra a si mesma o seu começo e o de toda a realidade.

OFICINA DE LEITURA: A CONSTRUÇÃO DO ARGUMENTO (I)
→ Ideia Principal (Tese, Conclusão)
→ Premissas
O autor de qualquer texto ou discurso tem sempre uma ideia que ele quer defender ou nos passar. Essa ideia pode ser chamada de Tese, Conclusão, ou ainda, Ideia Principal.
Para a defesa de suas ideias o autor delas precisa de Argumentos. Cada argumento é também chamado de Premissas. Portanto, o conjunto de premissas é que formam a argumentação de um texto ou discurso. Observe a seguinte argumentação:
Sócrates é homem (premissa 1)
O homem é mortal (premissa 2)
Logo, Sócrates é mortal (Ideia principal, tese ou conclusão)
Em filosofia, o estudo da construção do argumento é conhecido como Lógica e foi organizado pela primeira vez por Aristóteles. Como vimos acima, o conjunto das premissas (argumentação) levou-nos a uma conclusão lógica.

ATIVIDADES: Identifique nos textos abaixo a Ideia principal e as Premissas:
01. “É lógico que o time A é o melhor do atual campeonato, uma vez que tal time tem o melhor ataque, a defesa menos vazada e o maior número de pontos ganhos”.
Premissa 1:
Premissa 2:
Premissa 3:
Ideia principal:
02. “O ônibus da escola deverá chegar atrasado amanhã porque a meteorologia prevê muitas chuvas para amanhã cedo e sempre que chove muito, o ônibus chega atrasado.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Ideia Principal:
03. “O café não é um produto importado; portanto, não deveria ser caro, uma vez que todos os produtos importados é que são caros.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Ideia principal:
04. “Como nenhum réptil voa e as serpentes são répteis, as serpentes não voam.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Conclusão:
05. “Podemos garantir que todo A é B, pois todo A é X e todo X é B.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Conclusão:
06. “Nenhum afaneu é zaragó e todo chumpitaz é afaneu; logo, nenhum chumpitaz é zaragó.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Tese:
07. “Como todos os urubus são mamíferos e todos os mamíferos são aves, concluímos que todos os urubus são aves.”
Premissa 1:
Premissa 2:
Tese:
08. No texto “Religião e Mitologia” o autor chega à conclusão de que o que define o núcleo da religiosidade é a crença numa vida após a morte e a crença em divindades. Qual é a argumentação ou as premissas do autor para poder fazer essa afirmação? Organize as premissas como nos exercícios acima.

Mini Vocabulário de Filosofia

Vocabulário

ABSTRATO/CONCRETO: Muitas pessoas utilizam o termo "abstracto" para referir algo impreciso, vago, sem conexão com a realidade e sem objectividade. Mas isso é incorrecto. Um termo refere algo abstracto se aquilo que é referido por esse termo não tem existência espácio-temporal, isto é, se não existe num lugar qualquer nem num determinado momento. Por exemplo, a justiça é uma entidade abstracta, pois não tem localização espácio-temporal, não se podendo confundir com os casos concretos de situações justas, que têm localização espácio-temporal. As propriedades são, pois, exemplos típicos de "coisas" abstractas; a propriedade de ser árvore, por exemplo, não se confunde com as próprias árvores. Cada árvore em particular é concreta, dado que existe no espaço e no tempo; mas a própria propriedade de ser árvore é abstracta dado que não existe no espaço nem no tempo. Supostamente, os números e as proposições (ver proposição) também não têm existência espácio-temporal, pelo que são exemplos comuns de entidades abstractas. Por sua vez, diz-se que uma entidade é concreta se tem uma existência espácio-temporal, ou seja, se existe ou existiu numa dada ocasião, num certo sítio. Assim, a árvore que está neste momento à entrada do portão principal da minha escola é uma entidade concreta. Exemplos de entidades concretas são também a dor de dentes que tive hoje à tarde, o suspiro de Pedro ao ver Inês, a ponte Vasco da Gama, a Marisa Cruz, etc. Esta distinção nem sempre é pacífica: os nominalistas, por exemplo, rejeitam a existência de entidades abstractas.
ALTERIDADE: Ser outro, colocar-se ou constituir-se como outro; diversidade.
ANALÍTICO/SINTÉTICO: Uma distinção semântica, isto é, baseada no significado dos termos usados. Uma frase é analítica se, e só se, o seu valor de verdade é conhecível unicamente com base no significado dos termos usados. Por exemplo, "Nenhum solteiro é casado" é uma frase analítica porque para saber que é verdadeira basta saber o significado dos termos usados. Uma frase é sintética se, e só se, o seu valor de verdade não é conhecível unicamente com base no significado dos termos usados. Por exemplo, a frase "Nenhum solteiro é feliz" é uma frase sintética porque para saber se é verdadeira ou falsa não basta saber o significado dos termos usados. Kant definia estas noções de forma diferente. Partindo do falso pressuposto de que todas as frases têm uma estrutura sujeito-predicado (como "Sócrates é mortal"), defendeu que uma frase é analítica quando o predicado está "contido" no sujeito. É evidente que por este critério uma frase evidentemente analítica, como "Chove ou não chove" não seria analítica; nem uma frase como "Se Sócrates é grego, é grego", que é evidentemente analítica, pode contar como analítica segundo a definição de Kant. Não se deve confundir o analítico/sintético com o a priori / a posteriori, nem com necessário/contingente.
ANARQUISMO: Doutrina segundo a qual o indivíduo é a única realidade, que deve ser absolutamente livre e que qualquer restrição que lhe seja imposta é ilegítima; de onde, a ilegitimidade do Estado. Costuma-se atribuir a Proudhon (1809-1865) o nascimento do Anarquismo. Proudhon desejaria que o Estado fosse reduzido à reunião de vários grupos formados, cada um, para o exercício de uma função específica e depois reunidos sob uma lei comum e um interesse idêntico. Esse ideal pressupõe a abolição da propriedade privada que, num texto célebre (O que é a propriedade?, 1840), ele definia "um furto". No domínio da filosofia, o maior teórico do anarquismo foi Max Stirner (1806-1856), autor de uma obra initulada O único e a sua propriedade (1845). No caráter revolucionário do anarquismo o maior foi Mikhail Bakunin (1814-1896), autor de numerosos livros entre os quais um intitulado Deus e o Estado (1871), em que afirma a necessidade de destruir todas as leis, instituições e crenças existentes.
A PRIORI/A POSTERIORI: Uma distinção entre modos de conhecimento. Conhecemos a priori uma dada proposição quando não recorremos à experiência para a conhecer. Por exemplo, uma pessoa sabe a priori que 23 + 12 = 35 quando faz um cálculo mental, não recorrendo à experiência. Conhecemos a posteriori uma dada proposição quando recorremos à experiência para a conhecer. Por exemplo, uma pessoa sabe a posteriori que o céu é azul quando olha para o céu e vê que é azul. Considera-se, tradicionalmente, que a lógica, a matemática e a filosofia são disciplinas a priori porque têm por objecto problemas cuja solução implica recorrer ao pensamento puro. A história, a física e a economia, por exemplo, são disciplinas a posteriori porque têm por objecto de estudo fenómenos que só podem ser conhecidos através da experiência; por exemplo: para saber em que ano Buzz Aldrin e Neil Armstrong foram à Lua é necessário consultar documentos históricos; para saber qual a taxa de inflação em Portugal em 2003 é necessário consultar dados económicos.
ARGUMENTO: Um argumento é um conjunto de afirmações de tal modo estruturadas que se pretende que uma delas (a conclusão) seja apoiada pelas outras (as premissas). Por exemplo: "A vida tem de fazer sentido porque Deus existe" é um argumento; a premissa é "Deus existe" e a conclusão é "A vida tem de fazer sentido". Mas "Ou Deus existe, ou a vida não faz sentido" não é um argumento, dado ser apenas uma afirmação que não está a ser apoiada por outras afirmações. Os argumentos podem ser válidos ou inválidos, mas não podem ser verdadeiros ou falsos. Um argumento é válido quando as suas premissas apoiam a sua conclusão.
CAPITALISMO: Regime socioeconômico baseado no lucro e na propriedade privada dos bens de produção.
CARTESIANO: que se refere à Descartes.
CIÊNCIA: As disciplinas que agrupamos sob a designação "ciência" incluem as ciências formais e as ciências empíricas (ver empírico).
As principais ciências formais, assim chamadas pelo facto de os seus objectos de estudo não terem existência concreta (ver abstracto/concreto), são a matemática e a lógica.
As ciências empíricas são aquelas que estudam, com base na experiência, os fenómenos naturais e sociais. A finalidade de tais ciências é descobrir e explicar os padrões e regularidades desses fenómenos, enunciando-os rigorosamente sob a forma de leis. As leis genuinamente científicas 1) constituem generalizações corroboradas acerca dos fenómenos que descrevem, 2) permitem realizar previsões rigorosas e 3) são passíveis de ser testadas. Estas três características diferenciam-nas dos enunciados da filosofia, da religião, do senso comum e das pseudociências (como a alquimia, a astrologia ou a parapsicologia). Outro aspecto que diferencia a ciência dos demais saberes, e também das pseudociências, é o recurso sistemático a métodos formais de prova. Saber se as ciências sociais têm por objectivo, como as naturais, a elaboração de leis, é ponto de discórdia entre os especialistas.
O conjunto de procedimentos dos cientistas no seu trabalho constitui o método científico. Em filosofia da ciência discute-se se existe um método científico único e como poderemos descrevê-lo apropriadamente, sendo particularmente importantes a este respeito os trabalhos de Imre Lakatos (1922-1974), Karl Popper, Paul Feyerabend e Thomas Khun.
A cisão moderna entre a filosofia e a ciência dá-se progressivamente com os trabalhos de Copérnico (1473-1543), Kepler (1571-1630), Galileu e Newton (1642-1727), que impulsionaram decisivamente o recurso à experimentação e a matematização da ciência. Ver explicação científica, observação, método científico, método experimental, método hipotético-dedutivo, corroboração, generalização, problema da indução, verificacionismo, verificabilidade, falsibicabilidade, falsificacionismo, critério de demarcação, positivismo e Comte.
COMUNISMO: Ideologia política que que tem como programa o Manifesto Comunista publicado por Marx e Engels em 1847. Tal ideologia pode ser resumida nos seguintes pontos fundamentais: 1.) A personalidade humana depende da sociedade historicamente determinada a que pertence. 2. ) A estrutura de uma sociedade historicamente determinada depende das relações de produção e de trabalho próprias dessa sociedade, que determinam todas as suas manifestações: moralidade, religião, filosofia, etc., além das formas de sua organização política. Esses dois pontos constituem a doutrina do materialismo histórico (v.). 3.) A luta de classes tem caráter permanente e necessário em toda e qualquer sociedade capitalista, isto é, em qualquer sociedade cujos meios de produção sejam propriedade privada. 4.) Depois de alcançar o ponto máximo de produção de riqueza em poucas mãos e empobrecimento e nivelamento de todos os trabalhadores, a sociedade capitalista passa, necessária e inevitavelmente, para a sociedade socialista, que possui e exerce diretamente os meios de produção e é, por isso, sem classes. 5.) Existe um período de transição entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista, durante a qual o proletariado assumirá o poder e o exercerá, assim como os capitalistas fizeram, em seu próprio proveito. Esse será o período da ditadura do proletariado.
CONTRATO SOCIAL: Teoria segundo a qual a reunião dos homens em sociedade não é um evento natural ou instintivo, mas resultado de um pacto, contrato original que põe fim ao estado de natureza (ver). No século XVII, a teoria contratualista foi sustentada tanto pelas filosofias políticas favoráveis ao absolutismo (Hobbes) quanto por aquelas que defendiam o liberalismo (Locke).
CULTURA: 1.Conjunto de padrões de comportamento, crenças, costumes, atividades, , etc. de um grupo social e que são passados de uma geração à outra. 2.Forma ou etapa evolutiva das tradições e dos valores de um lugar ou período específico; civilização. Em Filosofia aparece também como oposição à ideia de natureza.
DEDUÇÃO: Conclusão lógica de um raciocínio. Tipo de raciocínio que parte de uma proposição geral (referente a todos os elementos de um conjunto) e conclui uma outra proposição geral ou particular que se apresenta como necessária, ou seja, uma conclusão lógica. Por exemplo: "Sócrates é homem, o homem é mortal. logo Sócrates é mortal." (ver "Indução")
DETERMINISMO: Sistema que subordinava as determinações humanas à ação da Providência, em outras palavras, é a ideia de que tudo o que aconteceu, acontece ou vai acontecer já está escrito, nada pode ser mudado, consequentemente, acaba negando o livre-arbítrio.
DESIGUALDADE SOCIAL: Condição que predomina numa sociedade onde encontramos uma hierarquia na sociedade, onde no topo se encontra uma minoria detentora dos bens de produção e da maior parcela da riqueza produzida pelo todo da sociedade e, na base encontraremos a maioria da população produtora da riqueza vivendo em condições miseráveis.
ESSÊNCIA: A essência de uma coisa é uma propriedade essencial individuadora dessa coisa. Ou seja, é uma propriedade que uma coisa tem, que não poderia deixar de ter e que a distingue de todas as outras coisas. Por exemplo, a essência da água é ser H2O. Não se deve confundir essência com propriedade essencial, pois nem todas as propriedades essenciais são individuadoras. Por exemplo, o código genético de um organismo é uma propriedade essencial desse organismo; mas não é uma propriedade que o distingue de outros organismos que podem ter o mesmíssimo código genético — os seus irmãos gémeos.
ESTADO: A noção moderna de estado surgiu com Maquiavel e Hobbes, e inclui os seguintes aspectos: a) uma população formada por membros socialmente relacionados entre si; b) um território; c) um governo que tem o poder de estabelecer leis e usar a coerção, de modo a regular o comportamento dos indivíduos dentro de certos limites; d) independência e reconhecimento político de outros estados. Um debate importante em filosofia política é o de saber qual deve ser o papel do estado na regulação da vida dos indivíduos. Filósofos como John Locke e Robert Nozick (1938-2002) defendem que o papel do estado deve ser muito limitado, de modo a não pôr em causa a liberdade individual (ver liberalismo). John Rawls, por sua vez, acha que o estado deve intervir para garantir uma maior justiça social. Os anarquistas defendem que a existência do estado não se justifica.
ESTADO DE NATUREZA: Indica nas teorias políticas dos séculos XVII e XVIII, a condição dos homens antes de estipular um tipo qualquer de contrtato social (ver), na qual os indivíduos viviam isolados uns dos outros, sem qualquer organização estatal. Trata-se obviamente de uma condição hipotetica, e não de uma específica fase histórica, posto que a própria continuidade da espécie entraria em crise com um tal isolamento dos indivíduos.
FÉ E RAZÃO: Muitas vezes se afirma que fé e razão são fundamentalmente opostas. No entanto, o fideísmo - a concepção de que a fé está acima da razão em questões de crenças religiosas - nem sempre assumiu essa forma. Fé envolve confiança e compromisso, mas não irracionalidade. Para alguns fideístas cristãos, a razão é inferior à fé, pois o pecado prejudica nossa capacidade de raciocinar. A igreja católica, contudo, rejeita essa posição.
HIPÓTESE: Aquilo que é possível que se verifique ou acontença; suposição. Por exemplo: no caso de desconhecermos como alguma coisa aconteceu, eu posso elaborar uma hipótese para explicar esse fato.
INDUÇÃO: A indução é um tipo de raciocínio que, após considerar um suficiente número de casos particulares, conclui uma proposição geral. A indução ao contrário da dedução, parte da experiência sensível, dos dados particulares. Por exemplo: "O cobre é condutor de eletricidade, e a prata, e o ouro, e o ferro, e o zinco... Logo, todo metal é condutor de eletricidade.
LINGUAGEM: Conjunto de códigos e sinais pelos quais se realizam o ato da comunicação. Embora os animais se comuniquem entre si, os seres humanos são os únicos que possuem uma linguagem abstrata que se utiliza de símbolos e palavras para a sua comunicação.
MITO: 1.Relato fantástico protagonizado por seres de caráter divino ou heroico que encarnam as forças da natureza ou o aspectos gerais da condição humana; lenda; fábula. 2.Crença ou tradição popular que surge em torno de algo ou alguém. 3.Uma noção falsa ou não comprovada.
NATUREZA: 1.Conjunto de seres do universo. 2.Conjunto de elementos (mares, montanhas, árovres, animais, etc.) do mundo natural. 3.ìndole, caráter. Em filosofia aparece também como oposição ao termo cultura (ver).
RELIGIÃO: 1.Crença na existência de uma força ou de forças sobrenaturais. 2.conjunto de dogmas e práticas que envolvem tal crença.
SOBERANIA: Autoridade suprema do poder do Estado. 2.Qualidade ou condição de soberano.
SOCIALISMO: Conjunto de doutrinas que pregam a reorganização social por meio da estatização dos bens e dos meios de produção, ou seja, os bens devem ser divididos igualmente na sociedade. (Ver "Capitalismo" e "Comunismo").
TEORIA: Um conjunto de proposições estruturadas entre si que visam resolver um problema ou explicar um fenómeno. Diz-se que são proposições estruturadas porque numa teoria as suas diferentes partes se articulam, isto é, apresentam uma estrutura lógica. As teorias não podem ser válidas ou inválidas no mesmo sentido em que um argumento é válido ou inválido; as teorias são verdadeiras ou falsas, tal como as proposições (e tal como as proposições podem ser fecundas ou estéreis, interessantes ou triviais, etc.). Não há uma receita automática para avaliar teorias, mas os seguintes aspectos devem ser tidos em conta: 1) Se o problema que uma teoria procura resolver é absurdo, a teoria é absurda; 2) Se uma teoria não resolve os problemas que se propunha resolver, ou não explica o que se propunha explicar, é inadequada; 3) Se uma teoria for inconsistente (ver consistência/inconsistência), é falsa; 3) Se uma teoria tiver consequências falsas, é falsa; 4) Se os argumentos que sustentam uma teoria forem maus, a teoria é má.
TEORIA CIENTÍFICA: Uma teoria científica deve descrever com exatidão uma grande classe de observações com base em um modelo que contenha somente poucos elementos arbitrários e deve fazer previsões bem definidas sobre os resultados das observações futuras. Por exemplo: a teoria da gravidade de Newton prevê os movimentos do Sol, da Lua e dos planetas com alto grau de precisão, isto é, os cáculos feitos a partir dessa teoria estão de acordo com o que acontece, ela explica como as coisas acontecem com relação ao movimento dos astros.
TESE: proposiçao elaborada com a intenção de defender uma ideia com relação a alguma coisa ou fatos que acontecem.
TOLERÂNCIA: Característica de certas pessoas de admitir e respeitar ideias diferentes das suas, é o oposto de intolerância, na qual as pessoas têm dificuldade de aceitar a diversidade, seja ela política, artística, filosófica, sexual, etc.
VALOR: Quando reconhecemos um valor nas coisas (por exemplo, considerando-as belas, justas ou sagradas), inclinamo-nos a ter uma atitude favorável para com elas que se reflecte nos nossos actos e escolhas (ver acção). Quem tem uma postura objectivista em relação aos valores julga que as coisas são valiosas independentemente de as valorizarmos, mas para um subjectivista as coisas são valiosas simplesmente porque as valorizamos. Atribuir valor instrumental a uma coisa é considerá-la valiosa apenas em virtude de esta ser um meio para alcançar aquilo que julgamos ter valor em si — isto é, aquilo que julgamos ter valor intrínseco.
VIRTUDE: Mérito ou qualidade nos quais alguém é o mais excelente. Busca da prática do bem. A palavra latina "virtude" têm sua origem na palavra grega "areté" que indica um conjunto de valores (físicos, psíquicos, morais, éticos, políticos) que forma um ideal de excelência e de valor humano para os membros da sociedade, orientando o modo como devem ser educados e as instituições sociais nas quais esses valores se realizam.

Aristóteles

Aristóteles (384-322 a.C.)



VIDA: Aristóteles nasceu em Estagira, no norte da Grécia. Tinha ligações com a família real da Macedônia, seu pai sendo médico do rei Filipe. Aos 17 anos foi enviado para estudar na Academia de Platão, em Atenas. Permaneceu ali por 20 anos até a morte de Platão. Em 343 aceitou o convite para se tornar o preceptor de Alexandre, filho do rei Macedônio. Voltou para Atenas com 49 anos e fundou o Liceu. Como Sócrates, porém, foi acusado de impiedade. Fugiu para não permitir que os atenienses "pecassem duas vezes contra a filosofia", mas morreu um ano depois de uma doença estomacal.

PRINCIPAIS IDEIAS: A simples extensão da obra de Aristóteles é assombrosa, e as disciplinas e termos que utilizou diram até hoje: ética, lógica, metafísica, meteorologia, física, economia e psicologia. Há mais de 2000 anos sua influência sobre o pensamento europeu tem sido profunda. Aristóteles desconfiava das ideias de Platão com respeito ao mundo dos sentidos, sua busca teve um caráter mais empírico e valoriza as investigações gradativas do cientista. Para ele o conhecimento deve se fundar no que podemos experimentar, portanto, o seu ponto de partida é contrário ao de Platão que valorizava o "mundo das ideias", para ele, o ponto de partida deve ser os sentidos, o mundo da experiência, ir além disso é se perder no misticismo.
Aristóteles definia as coisas em termos das finalidades que elas tinham. Assim, não existe algo como a árvore ideal, distinta daquelas que crescem à nossa volta. As coisas ou "substâncias" consistem não só em matéria física bruta, mas também na forma que assumem. O que torna uma planta ou animal o que ele é não é a matéria de que é composto, mas o modo como esta se organiza. Diferentes árvores são a mesma coisa não por se assemelharem a ideia de árvore como pensava Platão, mas por possuirem uma estrutura comum.
Arsitóteles nos vê fundamentalmente como seres sociais, e o governo uma instituição para nos ajudar a alcançar uma boa vida na sociedade. Como seu papel é facilitar e não impor, ele rejeita a ideia do Estado de Platão governado por filósofos, julgando a democracia mais apta a alcançar essa meta.
PRINCIPAIS OBRAS: Metafísica; Ética a Nicômaco; Politica; Tratado da Alma.
fonte: LAW, Stephen; Guia Ilustrado Zahar - Filosofia, Jorge Zahar, ED. 2008

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sócrates

VIDA:
Pouco sabemos sobre os detalhes da vida de Sócrates. Nasceu em Atenas, filho de um escultor e de uma parteira. Quando jovem, serviu no exército contra Esparta na Guerra do Peloponeso, mas, fora isso, sempre viveu em Atenas, onde se casou e teve vários filhos. A julgar pelas descrições tinha uma cara feia. Ficava parado por horas, aparentemente perdido em pensamentos. Contudo, tinha grande senso de humor, e sua graça e carisma atraíram a devoção de muitos. Suas indagações críticas, contudo, irritavam alguns atenienses. Embora tenha sobrevivido à Era dos Trinta Tiranos, após a derrota de Atenas por Esparta, apenas quatro anos depois que a democfracia foi restabelecida, Sócrates foi levado a julgamento e condenado à morte por desrespeito aos deuses e por corromper os jovens. Poderia ter fugido, mas ecolheu aceitar sua sentença e tomou voluntariamente a cicuta que o matou. Platão assistiu ao julgamente e se sentiu inspirado a preservar a sua memória em diálogos.

PRINCIPAIS IDEIAS:
Sócrates interessava-se sobretudo pelas questões morais que afetam nossas vidas, como o que é justo, corajoso e bom. Considerava que sua missão era expor a ignorância dos outros quanto à verdadeira natureza dessas virtudes e era conhecido por constranger os sábios da época ao revelar a confusão implícita em seus pensamentos morais. Iniciava sua abordagem fazendo a seus interlocutores uma pergunta como "o que é a coragem?" ou "o que é o amor?" e passava a examinar as limitações das respostas. Buscava não uma definiçao de dicionário, mas as naturezas essenciais desses conceitos: em outras palavras, o que é que todos os atos corajosos compartilham que os torna corajosos. Nossa dificuldade em descobrir a essência desses conceitos revelava, segundo ele, a profunda ignorância em que todos vivemos quanto ao que realmente importa.
Para Sócrates, o relevante era o espírito crítico, assim como o reconhecimento da própria ignorância era o primeiro e decisivo passo para o conhecimento.
A sua principal tese com relação a ética era a de que a integridade moral é sua própria recompensa. Ele dizia que fazer o mal prejudica o perpretrador muito mais do aquele a quem o mal é feito, pois, embora infortúnios externos possam ocorrer, a verdadeira boa vida consiste em pureza da alma. Para ele as más ações era resultado de ignorância. Segue-se que o conhecimento da virtude moral é de nosso maior interesse e deveria ser nosso objetivo essencial, e que expor a ignorância de outrem é fazer-lhe um favor.

Do Blog Filósofos - Vida e Obras

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Atividades de Filosofia

Filosofia 3º ano do Ensino Médio

1 – O rito é uma cerimônia em que gestos determinados, palavras determinadas, objetos determinados, pessoas determinadas e emoções determinadas:
a) ( ) Adquirem poder misterioso de presentificar o laço entre os humanos e a divindade
b) ( ) São praticados em toda religião sempre obedecendo aos mesmos critérios.
c) ( ) Permitem a presença da divindade no ritual
d) ( ) São praticados com o objetivo de abrir espaço para a divindade se manifestar.

2- Quando estudamos o sagrado, vimos que em inúmeras culturas, os seres e objetos sacros habitam o nosso mundo, são imanentes a ele. Isto quer dizer que:
a) ( ) Nas várias religiões transcendentes a visitação divina não é problemática porque os deuses possuem formas materiais ( animais, humanas).
b) ( ) O rito é uma atividade repetitiva com os mesmos objetos a ações.
c) ( ) No momento do ritual, os deuses visitam e se comunicam com os humanos.
d) ( ) Para estas culturas tudo são deuses e este podem estar espalhados por toda a parte na natureza.

3- As primeiras experiências religiosas foram:
a) ( ) através de culto de adoração a Cristo, por ocasião de seu nascimento em Belém
b) ( ) panteístas (pan, em grego, significa todos e theos, que em grego significa deus)
c) ( ) Foram idealizadas pelos filósofos.
d) ( ) NDA

4- As primeiras críticas à religião foram feitas:
a) ( ) pelos protestantes em especial por Martinho Lutero
b) ( ) pelos filósofos pré-socráticos
c) ( ) foram feitas pelos ateístas
c) ( ) NDA

5 As verdades reveladas incompreensíveis para a inteligência humana constituem os dogmas da fé,que, em sua essência quer dizer que:
a) ( ) São verdades que só os teólogos conseguem interpretar
b) ( ) O saber religioso está contido num texto: a Escritura Sagrada
c) ( ) São verdades que não podem ser questionadas e quem a fizer, estará cometendo um pecado morta.
d) ( ) As alternativas “A e “C” estão corretas.

6- Assinale “V” ou “F”:

a) ( ) A palavra heresia em grego quer dizer opinião discordande
b) ( ) Os sacerdotes são intelectuais, pois detém vários saberes: o saber da história sagrada, o saber dos rituais e o das leis divina.
c) ( ) Nas religiões de transcendência jamais pode-se usar de violência sagrada para punir faltosos e pecadores.
d) ( ) Nas religiões de interioridade como é o caso do cristianismo, a violência sagrada é aplicada contra faltosos e pecadores somente com a aplicação de penitências após a confissão perante a autoridade religiosa

7- Quem questiona um dogma da fé ou propõe-lhe uma nova significação, comete um pecado mortal. Explique com suas palavras o que isto pode acarretar para quem assim o fizer.

8- Com que finalidade se pratica uma cerimônia ritualística?

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